Pushin’ Up Daisies

stars4Pushin’ Up Daisies (2010). Escrito e dirigido por Patrick Franklin. Com Sheehan O’Heron, Simon Sorrells, Ken Osbourn, Kelly McGlaun-Fields e Orlando Vicente. Assistido durante o VIII Fantaspoa.

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“O que quer que você veja, o que quer que você faça… Não. Pare. De filmar.” Durante as filmagens de um curta ou longa metragem, é praticamente inevitável trombar com alguns obstáculos – e a equipe precisa ter jogo de cintura e talento para não deixá-los atrapalhar a obra. É o que tenta fazer Darren (O’Heron) em Pushin’ Up Daisies: gravando um documentário sobre o trabalho de seu irmão Rusty (Sorrells), que é entregador de flores em uma pequena cidade do estado americano da Geórgia, o cineasta amador tenta impedir que os zumbis interfiram.

É claro que mortos saindo dos túmulos e indo atrás de carne humana poderia render um excelente documentário, mas Darren acredita com todas as forças em sua “visão” e, se viajou para gravar um documentário sobre as flores entregadas pelo irmão, e mostrando os diferentes estágios da vida em que as pessoas encomendam flores (principalmente nascimentos, casamentos e funerais), é sobre isso que será o documentário. Decidido a ignorar os zumbis em seu filme, ele não exita a até mesmo inventar desculpas para os estragos causados por eles, quando seu irmão recebe uma encomenda para um funeral coletivo – que, apesar de aparecer no documentário, não teria acontecido sem os zumbis.

Acompanhamos a história através do olhar da câmera de Anthony (Vicente) – que está filmando o documentário sobre o documentário. Pushin’ Up Daisies é muito bem sucedido ao brincar com a vontade de Darren de se mostrar como um diretor visionário e trabalhador, como quando ele pede ao câmera que o filme suando e cansado ao lado do carro e olhando para o nada à noite, pensativo. O clima realista é reforçado por detalhes como o de não mostrar marcas e de a câmera, em alguns momentos, desconfigurar e mudar o tipo de filmagem.

Com um humor fácil e fluido e personagens carismáticos, o diretor e roteirista Patrick Franklin (este é seu primeiro longa-metragem) acerta ao não pesar no drama, só exagerando um pouco quando Darren se descontrola ao ver um certo par de zumbis na casa do irmão. E, como o objetivo é trazer os mortos-vivos como um contratempo, ele acerta mais uma vez ao não criar zumbis particularmente agressivos – um deles, por exemplo, permanece apenas sentado em sua varanda ao lado dos amigos (ainda vivos), como fazia antes de sua morte. As criaturas não são muito mais do que uma espécie particularmente irritante de mosquitos, e o roteiro acertadamente não se preocupa em explicar como o fenômeno aconteceu ou como será resolvido.

Pushin’ Up Daisies é um ótimo longa de estreia, e uma muito bem vinda adição à lista de “comédias com zumbis”.

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